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Livros sem Texto: 10 obras para ter em casa



Em setembro falámos de livros infantis sem texto ou silent books, livros estes que guiam a leitura através de imagens e potenciam narrativas visuais muito ricas e interessantes. A leitura das imagens, logo a criação de uma narrativa, pode ser feita a vários níveis, conforme o desenvolvimento, os conhecimentos e experiência literária das crianças. Se esta leitura for partilhada entre crianças e adultos pode ainda ser completamente diferente e cheia de novas potencialidades. Esperamos que aí em casa estejam todos rendidos a estes livros que tanta história trazem nas suas imagens.


®️ 10 livros (quase) obrigatórios para terem aí em casa:



1. "O Balãozinho vermelho" de Iela Mari pela @kalandrakaeditoraportugal

Que balão é este tão vermelho, vermelhinho que voa e transforma-se a cada passar de página? Ou será uma maça? Ou uma flor? Não...acho que é uma borboleta afinal. Será mesmo?"O Balãozinho vermelho" é um clássico, publicado em 1967 pela autora italiana Iela Mari, que contribuiu para revolucionar o panorama da literatura infantil mundial pela sua atractiva e inovadora proposta gráfica. Trata-se de um livro sem texto que se destaca pelo seu desenho minimalista e depurado em que as palavras se substituem por imagens cheias de dinamismo e criam uma narrativa única a cada leitor e a cada leitura.





2. "Aquário" de CYNTHIA ALONSO pela @orfeunegroeditora

Esta é a história de uma menina que vive à beira-rio e que todos os dias se deita no cais, contemplando o movimento dos peixes e da água. Certo dia, encontra um peixinho vermelho. Logo decide levá-lo para casa e construir-lhe um mundo aquático maravilhoso. Mas, por fim, entende que a amizade, para crescer, deve ser livre como as ondas.

Publicado originalmente pela Orfeu Negro, AQUÁRIO é o livro de estreia da ilustradora argentina Cynthia Alonso. Fez parte da:

⭐SELECÇÃO FEIRA DO LIVRO DE BOLONHA 2016

⭐SELECÇÃO AMERICAN SOCIETY OF ILLUSTRATORS 2016





3. "Capital" de Afonso Cruz pela @pato_logico

Um menino recebe um porquinho-mealheiro, de louça, com uma ranhura nas costas para que possa ser alimentado com capital. Com o amor e ternura que o menino lhe dedica, o porquinho depressa se torna um animal obeso, cheio de lucros fabulosos, e com dificuldade em controlar a sua rapacidade. Os anos passam e o porquinho vai crescendo, crescendo, crescendo, e um dia... um dia...

⭐Em 2014 recebeu o Prémio Nacional de Ilustração.

⭐Faz parte da colecção "Imagens Que Contam" da editora Pato Lógico, onde cada convidado é desafiado a imaginar uma narrativa contada exclusivamente por imagens, integrada num formato com algumas regras predefinidas: 32 páginas (mais guardas), um título com uma palavra apenas e a reinterpretação do logótipo da editora.





4. "Sombras" de Susy Lee pela BARBARA FIORE EDITORA (Espanha)

Um sotão escuro cheio de objetos. A luz de uma lâmpada. Uma menina com muita imaginação. Com estes elementos simples, Suzy Lee celebra a alegria do jogo criativo e o poder da imaginação. Uma aventura que começa e termina com um clique! de uma lâmpada. Para a Susy Lee, autora desta obra, a parte mais exigente do processo criativo dos livros álbuns sem texto é orientar os leitores e ao mesmo tempo deixar em aberto todas as possibilidades para que possam vivenciar diferentes emoções ao lê-los. Um bom livro álbum deixa espaço para a imaginação do leitor, enquanto um mau livro álbum não deixa espaço, preenche-e inteiramente com imagens de um artista sem imaginação.





5. "Zoom"de Istvan Banyai pela Kalandraka

O que aparenta ser uma estrela cor de laranja é, de facto, a crista de um belo galo que duas crianças espreitam da janela de uma quinta. O zoom afasta-se e o que acreditávamos ser uma quinta não passa de um brinquedo de uma menina. Novo zoom, e a menina não é mais do que um desenho na capa de uma revista que outro rapaz, entediado, segura enquanto está sentado à beira da piscina de um cruzeiro. Mais um zoom, e o cruzeiro transforma-se, por sua vez, num cartaz publicitário, contemplado a partir de um carro parado no trânsito... e zoom, por aí fora, até que o leitor, antes abalado pela falta de referências, entra no jogo e pede mais surpresas. Cada ilustração é alternada por uma página a preto, como que a reproduzir o clique das antigas máquinas fotográficas. O estilo relembra o das bandas desenhadas dos anos 1970, entre o pop e o vintage. Elemento de ligação é também o ato de observar, no desenho e do desenho, do familiar para o universal. No "zoom" final, como que num temporizador automático, nós próprios somos a maior surpresa do que procurávamos: todo o cenário é contemplado a partir de um helicóptero, que, visto do éter, é um ponto, um pequeno ponto, tal como a Terra, tal como nós, minúsculos, se vistos a partir de outra galáxia, mas enormes e poderosos no ato de ler o livro.





6. "Abílio" de Marco Taylor, Edição de Autor

Um menino que sonhava acordado: não queria estar aqui, mas ali. Um dia, obrigaram-no a descer. Não queria, entristeceu. Mais tarde, desapareceu. Há quem diga que sonhou mais alto.










7. "Balbúrdia" de Teresa Cortez pela Pato Lógico

O foguetão do Tintim, um tambor que toca assim-assim, um elefante às riscas, um pião que roda pouco, um robô que parece louco... São brinquedos e mais brinquedos a encher um quarto que faz tempo não é arrumado por inteiro. Um dia... os brinquedos ganham vida. Balbúrdia lembra-nos que no peito dos desarrumados também bate um coração. 














8. "Onde está o bolo?" de TJONG-KHING, THÉ, editora Caminho

O magnifico bolo do Sr. Cão e da D. Cadela é roubado por dois ratos. Segue-se uma perseguição desenfreada. Uma história sem palavras mas com mil e uma surpresas, pormenores e peripécias.
















9. "O Boneco De Neve" de BRIGGS, RAYMOND, editora Caminho

Boneco de Neve é um belíssimo livro ilustrado sem palavras que há muitos anos encanta crianças e adultos. Narrado inteiramente através das ilustrações, capta a inocência e o fantástico da infância com as suas ilustrações sonhadoras. O Boneco de Neve vendeu mais de dois milhões de exemplares no mundo inteiro.















10. "As estações" de Iela Mari pela Kalandraka

O ciclo das estações visto pelo prisma científico de uma das designers pioneiras dos anos 70. A paisagem, a fauna e a flora silvestre adaptam-se ao infindável ciclo da vida.












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