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A arte de discordar!

Discórdia, é o título do último livro lançado pela editora Pato Lógico - da colecção de livros silenciosos “Imagens Que Contam”- e é o livro de estreia da autora brasileira Nani Brunini.

Partindo da criação de uma narrativa exclusivamente visual (sem texto), Nani Brunni, transfere para o livro o impacto da Discórdia nas relações sociais e pessoais que vivenciou:

«Antes de me mudar para Portugal, há três anos, eu morei em São Francisco, EUA. Como brasileira, presenciei bem de perto as transições para Trump e Bolsonaro. Tendo morado em Londres, também não escapei do Brexit. Vi muita gente quebrando amizades de longa data e se afastando da família por brigas políticas. Era impossível fugir do assunto — redes sociais, conversas com motoristas de uber, etc. A ideia do livro surgiu desse incómodo — principalmente depois de me dar conta de que eu, a minha própria família e outras pessoas queridas, cuja opinião eu respeito, estávamos em lados opostos.»





Se procurarmos no dicionário a palavra Discórdia encontramos que é um nome feminino que significa falta de concórdia, de harmonia. Forma de desavença, dissensão, contradição e desinteligência. Mas será que a discórdia terá sempre que provocar a contradição e o caos? Discordar não poderia ser uma forma de treinar a argumentação? Mostrar diferentes pontos de vista? Será que a tónica não está na Discórdia mas sim na forma e nos recursos utilizados para Discordar?

Segundo a editora, o livro “Discórdia” … ” é uma narrativa visual sobre a polarização de opiniões no mundo actual e a necessidade de criar pontes de entendimento que nos ajudem a viver em comunidade. Tudo começa com uma pequena divergência, que sobe de tom numa escalada ensurdecedora, arrastando partidários intransigentes de ambos os lados, até se tornar uma disputa insanável em que não há argumentos que resistam. Ganha quem grita mais alto ou será que perdem todos? Discórdia é um livro para quem está cansado de gritaria.”

Nós, estamos cansados de tanta gritaria. E se desta vez concordássemos em discordar?

Um pouco como a escritora Clarice Lispector escreveu…“A arte de discordar consiste, especialmente, em não agredir... Discordar sem ‘agredir’ com palavras ou com uma tonalidade de voz , é um modo de, possivelmente, chegar a um acordo. Ou pelo menos é assim que se pode comunicar um pensamento, uma opinião, sem criar à toa um inimigo.”

Boas Leituras,

Rita (Kit Literário)




💭Livros que ajudam a crescer. Porque às vezes é mais fácil através de histórias!

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